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Faixa a faixa #1: Transborda

Lancei um novo CD. Como eu só falo disso, você provavelmente já deve saber. Se ainda não ouviu, pode ouvir aqui. “Desperta”. Nome bonito. Adjetivo ou verbo imperativo. Um convite. No blog, eu convido vocês a saberem um pouco mais sobre o que representa cada música. Por isso, lancei o “Faixa a faixa”.

Hoje, falarei da faixa que abre o disco. “Transborda”. E ela abre por um motivo bem simples. Acredito que ela consegue trazer tudo que faz parte de mim (e do disco). De cara, já vem um trio de metais bem na nossa cara. Coisa linda.

Foto: Lorena Zschaber

“Transborda” nasceu a partir dos versos de um parceiro, o Rafael Guimarães Tavares da Silva (ou Rafa). Ele havia feito um soneto que tinha “Aquele beijo estala em minha face (…) bate como se o beijo não queimasse”. Eu achei um absurdo de lindo e comecei a música em cima disso.

E foi nessa intenção do fogo que eu escrevi os versos. Por isso, “Transborda” é tão direta e viva. É uma postura ativa da mulher que diz exatamente o que deseja. No caso, outra mulher. Essa música retrata esse sentimento voraz da paixão que (obviamente) existe nas relações lésbicas, ainda que insistam em atribuir essa postura “ativa” somente aos homens. Tudo bobagem. Imagina se fosse assim, que custo seria existir relações entre mulheres, com cada uma na sua etc.

Essa postura tá aqui dentro de mim bem forte, e quis colocar pra fora. Transbordou. A música é de outubro de 2015.

Obs.: em todo o disco, é possível notar minhas facetas femininas e masculinas. Todos nós somos assim. A diferença está na aceitação delas. Um homem que aceita seu lado feminino, e uma mulher que aceita seu lado masculino, sem dúvidas, vive mais feliz. =)

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