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Diário de gravação #2 – Uma questão de conceito

Escolher um conceito para o disco ou deixar ele como um grande apanhado de música brasileira?

Com o planejamento feito, me surgiu a primeira grande dúvida acerca do novo disco. Quando olhei para minhas composições, vi uma abrangência musical enorme, no que diz respeito aos estilos musicais. Também pudera, já que eu cresci escutando de tudo, desde bolero a música pop, e especialmente qualquer estilo da música brasileira.

O último lançamento tinha sido um axé, Filme de Amor, feito para o livro “Na Minha Onda”, da escritora Laura Conrado. E esse sempre foi um estilo que mexeu muito comigo, que me deixa alegre, que me traz bons sentimentos. Se eu considerasse meu desejo mais interno (eu queria ser pupila da Ivete quando comecei a cantar), teria que fazer um disco dentro dessa linguagem feliz da música brasileira. Poderia usar meus sambas, os afoxés e tudo de lindo que nós temos.

Por outro lado, via outras músicas com enorme potencial de explorar uma estética que sempre pulsou forte no coração. O blues, o jazz e o pop juntos. Sempre com um cheirinho de Brasil, uma leveza que não sai de mim.

Não foi uma escolha fácil. Mas eu senti uma necessidade grande de ser metamorfose, de fazer algo que ainda não tinha feito. Vi, no segundo grupo de músicas, um conceito mais forte, que era mais coerente com que eu sou neste momento de vida. Fazer um disco essencialmente brasileiro era continuar na linguagem do primeiro EP, o que eu não queria.

Então assim aconteceu.

E com a ideia de conceito pronta na cabeça, sabia que teria outro “parto” pra escolher as músicas do disco.

Arabesco

Faça o download do EP "Flávia Ellen" e do single "Filme de Amor"!
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